A etiologia da obesidade não é facilmente identificada ou caracterizada na grande maioria dos casos, apesar do crescente número de estudos relacionados a essa doença. Tal dificuldade deve-se ao fato de a obesidade ser caracterizada como uma doença multifatorial e,como tal, sua etiologia pode-se tornar controvertida,visto que existem contribuições comportamentais,do estilo de vida e aspectos fisiológicos no desenvolvimento e na manutenção desta.Assim,a obesidade ,apresentando uma etiologia Multifatorial ,pode então ser classificada em dois grandes contextos:exógena,influenciada por fatores externos de origens comportamental,dietética ou ambiental,os quais representam em torno de 95% ou mais dos casos;e endógena,relacionada a componentes genético,neuropsicológicos,endócrinos e metabólicos, os quais representam aproximadamente 5% dos casos .Esperamos que nossos leitores incorporem a idéia de que a obesidade possui uma origem complexa e suas causas específicas indubitavelmente diferem de uma pessoa para outra, e ao contrário da crença popular em tornode apenas 2% das causas de obesidade são de origem endocrinológica.
Reconhecer isso é de vital importância para o tratamento de obesidade já estabelecida, bem como para a prevenção de seu aparecimento.
A maneira mais utilizada para sabermos se está dentro do padrão de peso utilizado pela organização mundial de saúde é o índice de massa corpórea também conhecida como IMC que é obtido através da divisão do peso sobre a altura ao quadrado, sendo que entre 18-25 são as pessoas com pesos normais, acima de 25 até 35 são as pessoas com sobre peso. acima de 35 são as pessoas obesas .Devemos também chamarmos a atenção para as pessoas com IMC abaixo de 18 pois tais indivíduos também apresentam risco para sua saúde ,tendo que ser submetida uma avaliação detalhada para um diagnóstico correto ,afim de que seja tomada as medidas corretivas cabíveis.
De acordo com o anteriormente descrito, torna-se evidente que o desenvolvimento e o subseqüente controle da obesidade não se expressam de forma isolada, decorrentes de um único fator. Ao contrário,vários fatores podem estar contribuindo para a etiologia da obesidade.Dessa forma,torna-se clara a necessidade de iniciar o seu tratamento após a identificação desses componente,para que o provável efeito benéfico de uma ou mais tentativas de intervenção possa resultar em melhoria na qualidade de vida do obeso.
Para isso não se concebem, atualmente, tratamentos isolados, mas preconizam-se ações multiprofissionais sérias, com pessoal qualificado e consciente de todas as dificuldades que incluem um tratamento sistematizado dessa doença, seja ela de origem endógena ou exógena.
Além disso, não se preconizam ações abruptas ou tratamentos milagrosos do tipo relâmpago e sem fundamento científico, já que a adoção de hábitos saudáveis de vida, seja pela reeducação alimentar ou pelo aumento no nível de atividade física diária, ocorre através de um processo consistente de mudanças no estilo de vida adulta.
Por outro lado, deve haver consenso de que prevenir a obesidade na infância, na adolescência e no ciclo reprodutivo pode ser relevante para diminuir a incidência dessa doença no mundo.
Desta forma nós da L2, contamos com uma equipe multidisciplinar (médicos, psicologo, nutricionista, fisioterapeuta, esteticista, professor de educação física), com profissionais experientes e capacitados para lidar com as diversas causas da obesidade a fim de fazer a diferença em sua vida.
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